Vista-se com liberdade!

Vista-se com liberdade!

Alguns nomes da indústria fashion estão buscando uma maior pluralidade para quebrar as barreiras entre as vestimentas dos guarda-roupas de homens e mulheres. Mas afinal, qual é a novidade da tendência genderless?

A questão é que nem sempre as pessoas se identificam com a moda que é imposta pela sociedade. Cresce cada dia mais o número de pessoas que procuram roupas sem gênero para expressarem de forma mais neutra como se sentem sem necessariamente ter de escolher o que é considerado “masculino” ou “feminino”.

Alguns nomes da indústria fashion estão buscando uma maior pluralidade para quebrar as barreiras entre as vestimentas dos guarda-roupas de homens e mulheres. Mas afinal, qual é a novidade da tendência genderless?

Agender ou ungendered, essa nova onda ganhou força com Jaden Smith, filho de Will Smith, vestindo roupas femininas para a Louis Vuitton. Outros nomes, como Gucci e Prada também aderiram ao movimento. No Brasil e de forma muito ponderada, a C&A lançou uma coleção chamada “Tudo Lindo e Misturado”, com fundamentos genderless.

 

Jaden Smith – Imagem Reprodução

 

Alguns estilistas estão levando a sério o assunto, esquecendo quaisquer tipos de divisões, como é o caso da marca gaúcha Ocksa, dos estilistas Igor Bastos e Deisi Witz, que usam na modelagem das peças elementos geométricos e formas mais orgânicas, pensando puramente nas roupas e não em definições, desenvolvendo um vestuário livre de preconceitos em que as pessoas tenham a liberdade de vestir o que e como elas quiserem.

Com algumas exceções, ainda é extremamente difícil e raro encontrar um homem que realmente esteja disposto a adotar uma moda genderless e que não se limite às calças ou camisas de cortes padrão para ambos os gêneros, mas sim a usar peças realmente ligadas ao look feminino, como saias e vestidos.

Ainda que alguns estilistas tenham tentado incluir essa peça em suas campanhas, como a Givenchy, esta não é uma tendência que tenha tomado as ruas ou seduzido o cotidiano dos homens. Afinal, por que há uma resistência tão forte para que os homens abracem essa ideia? É inegável a repressão social contra os homens que resolvem adotar qualquer tipo de peça ou acessório que remeta ao universo feminino, uma vez que persistem associações e estigmas com vulnerabilidade e fraqueza.

 

Imagem Reprodução

 

Essa tendência mostra que há ainda muito o que se discutir e desconstruir para combater essa cultura e resistência tão enraizada na sociedade. Por outro lado, aos poucos, podemos observar tímidos sinais de que há algo caminhando para uma mudança em relação a libertação de tais padrões.

Ainda que pareça muito longe de uma realidade palpável quando falamos de moda genderless envolvendo o consumidor masculino nas ruas, já é possível identificar que esta não é somente uma questão de etilo, mas de construção e liberdade.

E engana-se quem pensa que as peças agênero estão restritas às marcas que foram feitas com esta proposta. Vale lembrar que usar roupas agênero não interfere na sua orientação sexual. Trata-se de expressão, autoconhecimento e desprendimento.

Até breve!

 

 

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