Lições de moda com a Copenhagen Fashion Week

Lições de moda com a Copenhagen Fashion Week

O que podemos e devemos aprender com a semana de moda escandinava, que aconteceu na capital da Dinamarca.

O mundo assistiu atentamente a Copenhagen Fashion Week, a semana de moda mais ousada e consciente do universo fashion que, entre outras metas, pretende ser zero waste, isto é, produzir zero lixo durante o evento até 2023.

Mas, além da sustentabilidade, aprendemos ao longo dessa fashion week outras lições de moda – entre tendências de moda, consumo e comportamento – e compartilhamos agora quais são elas.

Cool, mas principalmente prático.
O street style e as coleções desfiladas deram uma aula de como não é preciso ser zero funcional para ser cool. Muito pelo contrário, o que se viu foi um verdadeiro desfile de looks práticos e descolados nas ruas e nas passarelas.

Com as temperaturas baixas, ninguém abriu mão de um casaco ou calça quentinhos para chamar atenção dos fotógrafos e os designers colocaram esse mesmo desejo por peças funcionais em suas criações.

Procure alternativas sustentáveis
Uma das grandes metas da Copenhagen Fashion Week é permitir a apresentação apenas de marcas que cumpram 17 pontos fundamentais até 2023. Entre eles está, por exemplo, a obrigatoriedade de 50% da coleção ser produzida a partir de tecidos reciclados, de fontes orgânica e sustentável ou criados a partir de um processo de upcycle. Além disso, as marcas também precisarão oferecer somente opções de embalagem sustentáveis!

Lixo Zero desde a passarela
Embora tenha até 2023 para se adequar a ideia do zero waste, essa ordem de não gerar lixo já foi colocada em prática da abolição de garrafinhas plásticas de água à redução dos cenários feitos com materiais não eco-friendly. A exemplo disso, a Carcel, marca dinamarquesa, trocou seu desfile tradicional por uma instalação de vídeo que dispensava a construção de um ambiente elaborado.

Moda além da Fashion Week
A semana de moda escandinava também se destacou por levantar o tema moda e sustentabilidade além da obviedade. Mais do que redução de lixo e tecidos sustentáveis, também se questionou muito acerca dos modelos de negócio das marcas. Afinal, de nada vale vender uma peça de algodão orgânico em uma sacola reciclada, se o business é montado em cima da exploração de mão de obra, etc.

Conforto é regra
Assim como as peças devem ser funcionais, a mesma regra se aplica ao quesito conforto. Se tricôs, casacos aconchegantes e modelagens soltas foram vistos nos desfiles, nas ruas o queridinho foi o casaco puffy, bem quentinho e literalmente fofo.

Cartela de Cores deve ser inteligente
Quando se fala em escandinavos, só pintam cores neutras na cabeça, mas não é bem assim ou pelo menos não só assim. Além de serem fãs e usarem muito bem os tons básicos, a cartela de cores dessa fashion week se provou muito inteligente.

O cinza e os tons terrosos foram colocados lado a lado com cores vibrantes, que dão mais vida aos dias frios tão comuns por lá. Anote os tons que mais agitaram os looks: laranja, rosa e verde.

Grande abraço e até breve!

Fonte: Portal Revista Marie Claire – fevereiro/2020

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