John Galliano continua na Maison Margiela

John Galliano continua na Maison Margiela

A marca renovou o contrato de diretor criativo com John Galliano. Segundo o proprietário da marca, o criador britânico inspira uma confiança absoluta.

“Estou muito orgulhoso por começar este novo capítulo e grato a Renzo (proprietário da marca) pela sua confiança em mim e pela sua visão para a Maison Margiela”, congratulou-se John Galliano num comunicado de imprensa.

A informação não surpreende, pois as coleções vanguardistas de John Galliano para a Margiela são geralmente aclamadas pela crítica, antes de serem aclamadas pelos compradores e pela clientela nas lojas.

“Há cinco anos, eu já estava convencido de que John era a única pessoa capaz de assumir a Margiela e, atualmente, estou ainda mais convencido. O talento indiscutível de John é igualado apenas pela sua compreensão das gerações atuais, da sua maneira de pensar, das suas preocupações, dos seus sonhos. E ele faz exatamente o que esta casa sempre fez de melhor: perturbar, inovar e inspirar”, sublinha Renzo Rosso.

John Galliano foi nomeado para liderar a divisão feminina da casa parisiense em outubro de 2014. O criador britânico é o primeiro diretor artístico da Margiela desde 2009 e da saída do lendário e misterioso fundador da casa, Martin Margiela. Como ele, John Galliano nunca agradece no final dos desfiles da Margiela, respeitando a tradição da casa.

O designer britânico juntou-se à Margiela após três anos de purgatório. John Galliano foi demitido da Christian Dior em 2011 depois de fazer comentários antissemitas filmados no terraço de um café parisiense. O seu primeiro desfile na Margiela foi apresentado sob alta segurança em Londres; todos os seguintes tiveram lugar em Paris.

Desde a sua chegada à liderança do estúdio, John Galliano fez da Margiela “a maison de alta costura mais cool e vanguardista”.

Galliano destaca-se pela sua abordagem “piramidal”, aplicada pela primeira vez na linha Artisanal, que infunde todas as linhas de pronto-a-vestir e acessórios da casa. As suas criações para a Margiela são elogiadas pela sua audácia, a sua abordagem conceptual, os seus cortes originais e a utilização de materiais inesperados – de estampados hiper-realistas a metalizados ultra-técnicos. Se a sua estética está longe da fantasia teatral da sua idade de ouro na Dior, os seus desfiles na Margiela, sejam de alta costura ou prêt-à-porter, são verdadeiros eventos nos quais todo o ecossistema da moda quer estar presente.

O volume de negócios da casa duplicou desde a sua chegada, para cerca de 190 milhões de euros por ano – graças ao rápido crescimento das suas categorias de acessórios, que agora representam 60% do volume de negócios total. Uma nova fragrância, “Mutiny”, desenvolvida com a sua parceira de licença L’Oréal, foi lançada no mercado em 2019. A maison também está preparando um novo conceito de ponto de venda.

Grande abraço e até breve!

Fonte: Portal Fashion Network – outubro/2019

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